ACABATIVAS SÃO TÃO IMPORTANTES QUANTO INICIATIVAS
1. Falta de visão e paixão associadas: reforço o "associadas", pois muitas vezes elas, visão e paixão, existem na mesma empresa, porém em áreas e iniciativas distintas;
2. Falta de planejamento: típico da informalidade que rege a gestão latino-americana, cujo vetor motivacional é o “poder do entusiasmo” que predomina sobre o planejamento formal;
E o terceiro e mais comum ...
3. Falta de disciplina na forma de metas e métricas bem definidas ou ainda por erro na definição do perfil de colaboradores, muitas vezes incompatível com o desafio que lhe é imposto.
Uma estratégia só terá algum valor se as táticas que estão relacionadas a elas forem bem articuladas e executadas com previsibilidade, austeridade e sem moleza nem “desculpismos”. Final, o diabo mora nos detalhes.
O fato inquestionável é que a execução é a única forma de materializar a estratégia.
Quando falham, independentemente dos culpados, as empresas falham com seus clientes, parceiros e fornecedores, e, conseqüentemente com os acionistas presentes e futuros. Em resumo, as empresas que negligenciam a execução simplesmente exterminam o relacionamento transacional com o ecossistema que orbita ao seu redor.
A função do líder na execução é essencial.
Grandes líderes de grandes empresas tornaram-se executivos de sucesso por sua capacidade de executar com precisão e previsibilidade.
- O líder deve ter profundo envolvimento e assumir a responsabilidade por montar um time que execute com precisão e previsibilidade;
- Trabalhar bem em ambiente ambíguo. Trazer soluções e sugestões na ausência de direcionamento claro;
- Saber delegar as tarefas com clareza, senso de urgência e prioridade;
Recompensar o time pelo desempenho; - Ser bom em follow up;
- Deve ser quase um “papagaio” para ter certeza de que foi bem compreendido e de que as barreiras naturais que surgem durante a execução sejam rapidamente comunicadas e devidamente removidas;
- Deve comunicar-se bem em vez de ser um bom comunicador. Não confundir comunicar-se freqüentemente com consistência com o “falastrão” que está sempre em busca de um palco com microfone.
Na prática, para uma boa execução são essenciais três componentes. Muito debate, porém com dia e hora para acabar. Terminado o debate e alcançado o consenso e a ratificação, vem a sistematização e, por último, a escolha do conjunto de ações.
Nunca vá além da sua capacidade de execução. Antes de bancar o super-homem, certifique~-se que relamente tem poderes extraordinários
Existe uma fórmula simples e eficaz que ajuda a seqüenciar o pensamentoe garantir uma boa execução. Pergunte-se:
Why- Porque estamos gastando nosso tempo debatendo este tema? Qual a estratégia que está relacionada a este debate?
What- Qual a melhor forma de atingir o objetivo perseguido, com o maior impacto e menor dispersão de energia?
When- Qual o melhor timing ao longo do ano? Quando inicia e quando termina a ação?
Who- Quem será o responsável pela execução do início ao fim?
How- Quais os recursos humanos e financeiros que devem ser alocados para que a ação tenha o mínimo de chance de obter resultado?
How much- Qual o investimento e retorno esperados?
O desafio intelectual de quem executa
Na maioria das vezes, quem tem a idéia e quem executa entram em constante conflito. Normalmente, este conflito é causado pela diferença entre um perfil mais ou menos analítico e outro mais ou menos insightful.
Os dois são perfis incrementais, ou seja, o que cria as idéias tem um perfil mais intuitivo e os que as executam são mais analíticos, porém juntos criam e materializam grandes projetos estratégicos.
Um bom RH consegue equilibrar estes perfis, e também controlar, o ambiente para que vivam em harmonia ou ao menos com um relacionamento construtivo, definitivamente quente, mas construtivo!
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Suzana

Very good!