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_Para traçar objetivos claros sua empresa deve analisar suas opções estratégicas. Opções que a empresa quer, ou pode, perseguir com foco e disciplina.
Uma vez que o ambiente de mercado e os fatores críticos de sucesso já foram refletidos, vivenciados e publicados no plano estratégico, sua empresa já tem uma referência sólida sobre suas prioridades. O próximo passo é mapear e decidir sobre suas opções estratégicas.
Para auxiliar nessa tarefa existe uma ferramenta bastante conhecida, a matriz SWOT, porém, pouco compreendida quanto ao benefício prático da sua aplicação.
A matriz SWOT orienta o pensamento estratégico. Ao mesmo tempo, auxilia na reflexão e agrupamento das forças e fraquezas da empresa e também faz uma justaposição com as oportunidades e ameaças encontradas durante a fase de análise de mercado. Na prática, a matriz SWOT revela uma fotografia que relaciona os fatores internos da empresa, ou seja, suas competências e deficiências versus fatores que são de mercado.






Para garantir uma fotografia rica nos detalhes, seja crítico ao analisar cada quadrante. _Existe uma tendência natural de a empresa ressaltar as forças que não existem e ao mesmo tempo não reconhecer suas deficiências mais óbvias. Nesse caso, a negligência pode levar a empresa a elaborar estratégias confusas que a levarão por caminhos errados.
Uma dica importante para esta tarefa seria primeiro selecionar as forças da empresa o que nem sempre é uma tarefa fácil. Para que representem uma “força real” que poderá ser utilizada de forma eficaz no ato da execução de uma estratégia é preciso observar seu:
- VALOR REAL: O valor relacionado a esta força deve fazer a diferença particularmente na hora da competição. Não confundir com um ajuste de processos específicos que tornaram a empresa mais organizada. Menos ainda um acerto semântico de algo que visivelmente não funciona.
- O VALOR DEVE SER ÚNICO: Observe se a concorrência também dispõe destas mesmas forças que sua empresa definiu como “armas letais”. Caso positivo, algo está errado.
- DIFÍCIL DE COPIAR: se determinado valor associado a uma força é real e a concorrência não possui estas competências, este valor específico será certamente difícil de ser imitado no curto prazo. Explore ao máximo este intervalo de tempo!
- A ORGANIZAÇÃO CONSEGUE ABSORVER ESTE VALOR: muitas vezes a organização, que criou um determinado valor de forma inovadora, simplesmente não tem como absorvê-lo imediatamente por vários motivos, como por exemplo, falta de caixa, falta de capital humano, falta de tecnologia.
As opções estratégicas podem ser de 4 naturezas de acordo com o relacionamento entre os quadrantes.
- _Estratégia Agressiva - quando sua empresa tem forças e o mercado apresenta oportunidades. Se sua empresa tem um conjunto de forças reais que seus clientes, parceiros e fornecedores reconhecem sem a menor sombra de dúvida e, ao mesmo tempo, durante a análise de mercado observou uma oportunidade também real hora de atacar com uma estratégia agressiva. Agrupe todo seu arsenal: seus melhores líderes, investimentos, tempo, etc... e coloque absoluto foco nessa estratégia.
- _Estratégias de Manutenção - quando sua empresa tem forças, mas o mercado mostra ameaças que podem neutralizá-las. É uma obrigação do gestor e da empresa preservar suas competências. As ameaças de mercado sempre aparecem conforme seu amadurecimento. A existência de um plano colabora com a manutenção preventiva das competências.
- _Estratégia de Ajuste - quando sua empresa observa uma oportunidade de mercado, mas não tem capacidade nem competência para aproveitá-las. Por esse motivo, a reciclagem e a oxigenação do talento humano dentro da empresa é fundamental.
- _Estratégia de Sobrevivência - quando a empresa tem uma fraqueza somada com uma ameaça do mercado. É muito difícil recuperar a empresa nesse tipo de situação. Normalmente são empresas que perderam todas as chances e oportunidades que lhe foram oferecidas para reagir. Pior, os gestores tomam uma postura defensiva reclamando do destino como se não tivessem plena responsabilidade.
_Outra dica que vale a pena obserar. CONCEITO SMART (Peter Druker, The Practical Managment, 1954)
O gerenciamento que deve ser orientado por objetivos serve para calibrar o foco de cada colaborador. Ou seja, dita o que deve "entregar" na forma de resultado concreto e portanto, deve também ser utilizado para medir sua performance e remuneração.
O gestor tem a função de “cascatear” os objetivos pela organização e esclarecer qualquer dúvida sobre as estratégias, metas e prazos. Além disso, o deve principalmente eliminar barreiras para facilitar a execução assegurando que cada colaborador tome suas próprias decisões e encontre o melhor caminho para “entregar” seus respectivos resultados.
_Conceito SMART: sugere que as estratégias sejam:
_eSpecíficas
_Mensuráveis
_Factíveis (Achiveable)
_Realísticas
_Tempo definido para execução

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